Convidamos a todas e todos, então, a unirem-se ao Ato do 8 de Março, que acontecerá em São Paulo, na sexta=feira, dia 8 de Março de 2013, com concentração na Praça da Sé, às 13h.
Mulheres em LUTA contra a violência machista, racista e lesbofóbica!
Porque enquanto a igualdade ainda for apenas um sonho, LUTAREMOS!
E quando eu pensava que todo mundo já tinha entendido, eis que recebo esse vídeo estúpido de um camarada pra lá de misógino.
No vídeo ele mostra diversas cenas de PESSOAS – homens E mulheres – em situações de danças sensuais e de simulações sexuais ( e breves passagem da Marcha das Vadias, em nada relacionados às outras imagens). Percebam: homens E mulheres, porém o sujeito parece só enxergar as mulheres presentes neles. Ele só vê a vulgaridade da mulher naquelas situações. E os homens que estavam junto? Não são vulgares também? Se elas são, eles também são.
Então, em um ponto inicial do vídeo, o sujeito fala: “Então o assunto é esse aí: PUTARIA! É o que as MULHERES fazem e depois querem reivindicar com a Marcha das Vadias.”.
A mistura de informações é tão confusa, que nem sei por onde começar, mas vamos lá:
1°: Quem quiser fazer putaria, que faça! A única regra é : que seja de COMUM ACORDO entre todos os envolvidos! Concordo que a mídia promoveu e promove um excesso de erotização nas pessoas, nas últimas décadas, e que o sexo tem sido banalizado e vulgarizado de maneira excessiva. Eu, particularmente, sempre critiquei os “É o Tchan”, Carlas Perez, Sheilas Carvalho e Mulheres Fruta, por considerá-las marionetes da Mídia Machista, que insiste em apenas nos mostrar como peitos e bundas, e estas são mulheres que aceitam (ou aceitavam) se demonstrar assim, em geral não por liberdade, de fato, mas por imposição cultural – por causa da objetificação do corpo da mulher. Acho Mulher Melancia e Mulher Pêra vulgar? Sim. Eu acho. Eu me exporia da mesma maneira que elas? Não, não me exporia, pois acho que elas se colocam como “carne no açougue”, em exposição para os homens que se colocam como “cachorros vendo um bife” e defendo a ideia de que é justamente a mulher se sujeitar a estes comportamentos que faz com que continuemos sendo vistas e tratadas como objetos. Se ela QUER, é uma coisa. Se ela ACEITA por imposição cultural, é mais uma coisa a ser trabalhada e mudada em nossa sociedade.
Entretanto, mulheres E homens participam dessa vulgarização. Então pergunto: se as mulheres envolvidas são “putas”, “vadias”, “vagabundas”, que nome se dá para os homens que estão junto (embora o apresentador do vídeo não pareça os enxergar, pois só citou a “barbaridade” do que as mulheres estavam fazendo)?
2°: Ainda assim, a discussão NÃO É ESSA! A discussão é justamente sobre o raciocínio ABSURDO de alguns homens, que pensam igual a “cachorros”, e pensam em mulheres como em “bifes”- como Ricardo Itapoan -: de que estas mulheres, por se exporem, estão justificadamente sujeitas a serem ofendidas e invadidas: “O que a Marcha das Vadias quer? Ela quer o direito de sair de shortinho curto, desenhando a “buceta” no meio; de sair com os peitos de fora, E RECLAMA SE ALGUÉM PASSAR A MÃO NO “CÚ” DELAS!” – diz o mal informado Ricardo.
SIM, Ricardo! Reclamam e continuarão reclamando. Continuaremos! Pois é EXATAMENTE sobre isso que trata a Marcha das Vadias: sobre DIREITOS. Quer seja “certo” ou seja “errado” na concepção religiosa-patriarcal, uma vez que cada pessoa é dona do seu próprio corpo, por mais que ela decida se expor e/ou o quanto se expor, e decisão sobre ser tocada ou sobre fazer sexo, continua sendo dela!
3°: Quase nada do que Ricardo Itapoan utilizou no vídeo tem qualquer relação com a Marcha das Vadias. Ele “inventou” um novo sentido pra Marcha das Vadias, de acordo com seus próprios preconceitos e falta de informação.
O que Ricardo Itapoan – o misógino, preconceituoso com problemas de interpretação de texto que apresenta o vídeo – parece não ter entendido é que é justamente sobre isso que trata a Marcha das Vadias: sobre a rotulação que a MULHER sofre ao agir da mesma maneira que homens agem, sem serem rotulados.
4°: Eu não defendo a vulgarização das pessoas, sejam elas homens ou mulheres. Não é isto que a Marcha das Vadias defende, também. Não defendemos a banalização do sexo nem a excessiva erotização promovida pela mídia e “engolida” pelas pessoas. Mas continuamos defendendo o direito de escolha de todas as pessoas sobre seu próprio corpo.
Se a mulher ser sexualmente ativa e exposta a torna vulgar, então também torna o homem que faz isso vulgar.
Então por que só, nós, mulheres, merecemos rótulos por causa disso, merecemos ser estupradas por causa disso?
Ainda defendo a ideia de que os homens é que deveriam aprender conosco a não se vulgarizarem, ao invés de nós aprendermos com eles esta vulgarização, proposta/imposta pela Mídia Machista. Mas ainda que seja o oposto, isso não dá a ninguém o direito da agressão sobre o corpo ou mente de outra pessoa.
E aí, pessoal? O que pensam sobre este vídeo?
n.e. Este post expressa a opinião de Paula Berlowitz, uma das escritoras do blog. Não é necessariamente a opinião de todas as mulheres participantes da Marcha das Vadias.
Devido a ocorrência de vários casos de LESBOFOBIA no Entorno do DF, mais especificamente em VALPARAISO-GO, nós do Grupo Orgulho Lésbico de Valparaizo em parceria com a Coordenação de Mulheres Lésbicas e Bissexuais da ONG Elos LGBT-DF, estamos promovendo uma manifestação em frente a Câmara do Vereadores de Valparaiso de Goiás dia 27 de Fevereiro de 2013 (Quarta – Feira) ás 8 horas da manhã, na luta contra violência.
Aguardamos a presença de todos e TODAS que LUTAM por respeito e cidadania. Não podemos ficar caladas!
Endereço: Câmara Municipal de Valparaíso -GO Rua 01 Novo Jardim Oriente
Ponto de referência : Banco Itaú em Frente a BR040 (Em frente ao Corpo de Bombeiro)
Carla Monteiro
(061) 8192.8959
Lenne Evangelista
(061) 9236-7466
Campanha da ALERJ - Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
Violência contra a mulher quebra mobiliário urbano A Staff criou para a Alerj um mobiliário urbano diferenciado para divulgar a campanha de combate a violência contra a mulher. A partir de terça-feira, dia 9, em 100 pontos de ônibus da cidade, serão instaladas peças que simulam um vidro quebrado com a imagem de uma mulher ao fundo. Em cinco pontos específicos, os vidros estarão literalmente partidos. A peça faz menção ao Dia Nacional da Luta da Mulher Contra a Violência, em 10 de outubro e é uma alerta à população, já que, o número de agressões a mulheres vem crescendo. A Alerj possui a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que disponibiliza o SOS Mulher e orienta sobre como agir em casos de violência.