Letra e vídeo da música Livre da banda feminina Boneca de Cera

bonecadecera

Faz tempo que estou para fazer esta postagem, mas no meio de tanta correria, entrevistas, contatos, etc, acabei deixando pra daqui a pouco, e demorei!

Mas não dava pra deixar passar batido!

É a Letra e Música de LIVRE, da banda feminina Boneca de Cera, de Mogi Mirim, interior de São Paulo (na verdade, quase 100% feminina: tem um moço n banda, também).

Quem me enviou a música (vídeo e letra) de Livre foi a Angela Duran, compositora e vocalista da Boneca de Cera, contando que a música Livre ficou conhecida pelo público como “O Hino da Marcha das Vadias”.

Se todas concordarão com 100% da letra eu já não sei, pois assim como somos “pés descalços”, muitas de nós também são “salto alto”. Mas em uma coisa, com certeza, concordamos: Somos muitas, diversas, plurais, únicas e indispensáveis em nossa individualidade.

Então, o refrão, fala por todas nós: “Sou livre e posso ser como eu quiser, E ninguém tem nada com isso, eu não vou ser menos mulher”.

Então, de havaianas ou salto alto, com ou sem maquiagem, se ser livre é ser vadia, somos todas vadias!

Com vocês, Boneca de Cera com Livre!

E para quem quiser acompanhar na voz e nas seis cordas, segue a letra cifrada:

Livre (Boneca de Cera) 

tom: F
Intro 3x:  Dm  Bb

Dm
A roupa que eu visto não agrada, não combina e não tem a etiqueta do Nakao.
   Bb
Eu não passeio em Shopping, eu não uso joia cara,
          A
No meu brinco não paguei mais que 1 real.
   Dm
O meu melhor sapato é 'havaianas', não tem bico,
Não tem salto e às vezes 'tô de pé no chão.
    Bb                                             A
Eu nunca fui escrava de regime e não acho nenhum crime estar fora do padrão.

Pré-Refrão:
Dm                                                     Bb
Eu não aliso o meu cabelo, eu não me estico o tempo inteiro
                        C Dm
Ou vou dormir embatumada
Dm                                                     Bb
Eu não aliso o meu cabelo, eu não me estico o tempo inteiro
                  A
E não acordo maquiada

Refrão:
     Gm
Sou livre e posso ser como eu quiser
                       Dm
E ninguém tem nada com isso, eu não vou ser menos mulher
        Bb                 A                     C                      Dm
Prefiro ser uma Boneca de Cera feliz do que uma Barbie operando o nariz.

Solo 4x: Dm  Bb 

Dm                                         Bb                         C Dm
Minha joia é teu sorriso, tua pele é meu vestido, iguaria é teu sabor
Dm                                       Bb                          A
O glamour que eu preciso é o luxo incomparável de ter sempre o teu amor.

Refrão:
     Gm
Sou livre e posso ser como eu quiser
                       Dm
E ninguém tem nada com isso, eu não vou ser menos mulher
        Bb                 A                  Bb                 A
Prefiro ser uma Boneca de Cera feliz, Prefiro ser uma Boneca de Cera
        Bb                 A                     C
Prefiro ser uma Boneca de Cera feliz do que uma Barbie operando o nariz.

Convite: Marcha das Vadias 2013 Uberlândia

marchadasvadias_uberlandia_2013

E as primeiras Marcha das vadias de 2013 já começam a tomar forma!

A Marcha das Vadias 2013 de Uberlândia será no sábado, dia 9 de Março, com concentração na Praça Clarimundo Carneiro, a partir das 11h.

Mulherada de Minas Gerais, preparem seus cartazes e pé na rua!

Nosso corpo, nossas regras! Vamos gritar até que nos ouçam!

Força e Honra!

Veja como foi a Marcha das Vadias 2012 de Manaus

As mulheres de Manuas também organizaram a sua Marcha das Vadias e o público compareceu!

No dia 1° de setembro de 2012, mulheres e homens dividiram espaço nas ruas da capital amazonense para protestar pelo fim da culpabilização das vítimas de violência sexual, violência de gênero e outras formas de machismo, infelizmente, ainda tão presentes em nossa sociedade, embora, aparentemente, de forma invisível.

A manifestação foi linda!

Confiram as fotos do evento!

Slideshow:
Fullscreen:

 

Manaus também organiza a sua Marcha das Vadias

Dia 1° de Setembro é a vez de Manaus, capital do Amazonas, de fazer a sua Marcha das Vadias!

E a Marcha das Vadias não para mais de acontecer! Diversas cidades no Brasil aderiram à causa do fim da culpabilização das vítimas nos casos de agressão física e violência sexual, da retomada do grito feminista e do ativismo pela causa feminina e por toda a igualdade de direitos que continuamos buscando e ainda pretendemos buscar!

As meninas que organizaram a Marcha das Vadias de Manaus enviaram para o MarchaDasVadias.org estes 3 convites para a Marcha, trazendo belas imagens da força feminina e também do apoio masculino à causa da Marcha das Vadias!

Veja, também, aqui no site, as fotos da Marcha das Vadias 2012 de Manaus!

Fotos da Marcha das Vadias de Ponta Grossa – PR

Vejam as fotos e mensagens da Marcha das Vadias de Ponta Grossa – PR publicadas no Facebook por pela Ana Paula Braga Salamon

Slideshow:
Fullscreen:

Existe uma comunidade no Facebook da Marcha das Vadias de Ponta Grossa
https://www.facebook.com/MarchadasVadiasPG

Mensagem publicada na comunidade:

Após a 1° Marcha das Vadias de Ponta Grossa, ocorrida neste sábado 11 de agosto de 2012, só temos a agradecer a TODXS que a tornaram possível, pois sem um trabalho em conjunto ela jamais teria ocorrido. Realmente torna-se uma tarefa muito árdua listar todos os nomes que colaboraram de alguma forma com a Marcha e principalmente as pessoas que compreenderam a real proposta da Marcha e foram às ruas conosco mostrar a cara.

Agradecer a todxs que tiveram a ideia e começaram a fervilha-la nas redes sociais, todxs que compareceram na primeira reunião e nas subsequentes onde o movimento foi tomando forma, todxs que se deslocaram dos mais diversos lugares do país para dar sua contribuição, todxs que produziram as mais diversas artes para divulgação, ajudaram a distribuir panfletos e cartazes, que ajudaram nas oficinas e palestras, as pessoas que compareceram em nossas ações e ajudaram a divulga-las. A todxs que de alguma forma ajudaram, mesmo que possa parecer algo pequeno, mas é assim mesmo que construímos um movimento social, com um trabalho de formiguinhas. Mas principalmente e mais uma vez as pessoas que foram as ruas conosco, 500 pessoas, também deram seu depoimento ao final da Marcha e colaboraram com as intervenções. Também a polícia e a prefeitura pela colaboração e contagem dos participantes. A todxs que fizeram doações, compraram rifas e se inscreveram nos eventos. Não poderíamos deixar de agradecer também a todos que tentaram nos prejudicar de alguma forma, pois através dessas barreiras que nos solidificamos e podemos visualizar um movimento bem estruturado e com ideias claras, mostrando que não há um caminho fácil para um futuro melhor e sim que devemos continuar dentro dessa luta para que tal aconteça.

Ao mesmo tempo que agradecemos gostaríamos de convidar a todxs para que continuem nessa Marcha conosco em busca de um mundo melhor.

Reunião Pós Marcha em Curitiba

Convidamos a todxs que queiram discutir sobre a edição 2012 da Marcha das Vadias Curitiba. A intenção é conhecer ideias, sugestões, propostas e críticas sobre o movimento e a construção do mesmo.

Todxs convidadxs pra reunião pós marcha, venham ajudar a construir ações cada vez melhores!

Mais infos: https://www.facebook.com/events/291372720970356/
(Ajudem convidando todxs que estiveram na Marcha ou que tem interesse e questionamentos, por favor)

Marcha das Vadias em Campina Grande, em 4 de Agosto de 2012

Hoje, dia 4 de Agosto de 2012 a cidade de Campina Grande também fez a sua Marcha das Vadias!

Foi a primeira realização da Marcha das Vadias nesta cidade, e uma das primeiras cidades do interior a organizar a Marcha.

A Marcha das Vadias em Campina Grande encerra o Fórum sobre Feminismo e Direitos Humanos, evento cuja finalidade foi abrir um espaço de discussão com a sociedade sobre a violência de gênero. O Fórum foi gratuito.
A Marcha aconteceu hoje, dia 04/08, com concentração à partir das 09 da manhã no Parque do Povo, em Campina Grande.
A Fan Page da Marcha das Vadias de Campina Grande no facebook já conta com cerca 600 pessoas marcando presença.
Também existe a página do Fórum E as páginas do Fórum sobre Feminismo e Direitos Humanos no facebook e o blog do Fórum, no blogspot.

Sobre peitos e a Marcha das Vadias

Cheguei tarde para falar sobre a Marcha das Vadias. A quilômetros de distância, sem internet ou telefone, e a mesma ocorria, imponente, enquanto eu me deliciava nas praias de Barcelona, Espanha. Pela naturalidade da cidade que permite as mulheres livrarem-se dos incômodos de alcinhas apertadas e marcas de sol inconvenientes, tirei o top do biquini e passei a tarde expondo minha indecência a quem quisesse observar. Mas ninguém olhava para mim. Homens de todas as idades passavam ao meu redor, sem ao menos desviar os olhos para meus seios desnudos que, sem fazer objeções, aguardavam livres para serem admirados.

Praias na Espanha: naturalidade e seios à mostra

Barcelona, como se sabe muito bem, é um ambiente essencialmente turístico – quem dirá as areias da Barceloneta – e, assim, dezenas de crianças, das mais diversas nacionalidades, brincavam pela areia, corriam ao mar, faziam zigue-zague pelo entorno de tantas outras mulheres tão vulgares quando eu. Nenhuma pareceu, durante as longas e diversas horas que permaneci ao carinho do sol, incomodar-se com minha “libertinagem”. Como todos os outros homens, fui pelos novinhos e novinhas, igualmente ignorada. O choque de expor meu corpo, parecia representar um tabu que – se existisse e, ainda bem, não existia – só estava presente em mim.

Lá pelo meio da tarde, um comentário feito por um brasileiro, dirigindo-se a um estrangeiro que o acompanhava, me chamou tanto a atenção quanto a indiferença sem exceção dos olhares: “como são feios esses biquinis europeus. No Brasil se usa fio-dental, é muito mais bonito. As espanholas são muito estranhas, mostram o peito, mas não mostram a bunda.”

Ao voltar para casa e retornar à conexão que liga as diversas milhas que me separam do Brasil, me deparo com a enxurrada de comentários relacionados ao movimento feminista que luta pela igualdade de gêneros e pela liberdade das mulheres. Em uma transcendência dos clássicos cartazes e palavras de ordem, dessa vez as insatisfeitas decidiram tirar as blusas e mostrar o peito livre, em uma releitura mais ampla e contemporânea daquelas que, na década de 60, expuseram sutiãs ao chão, visando à crítica de modelos e padrões de beleza. O resultado – como era de se esperar em um país onde cada decote ou saia curta representa um número incontável de grosserias gritadas pelas ruas, onde o corpo feminino é tido como objeto de deleite, apto para ser assobiado, tratado como pedaço de carne exposto em açougue de compra livre sem qualquer moeda – não poderia ser outro, além da crítica generalizada: estão pedindo tolerância à putaria.

Veja bem, não tenho nenhum problema com ter meu corpo admirado. Sinto tesão quando um(a) amante me chama de gostosa, diz que eu sou bonita em todas as minhas curvas ou na ausência delas. A questão não recai em ter sua anatomia aliada à sexualidade: ela aterriza em permitir que essa mesma anatomia abra espaço à falta de respeito sem parâmetros. Elogios são diferentes de agressões – o que faz, obviamente, com que o “gostosa” que eu escuto da(o) minha(meu) amante, afaste-se abissalmente do “gostosa” que o passante anônimo me lança nas ruas. Meus seios sem sutiã, brindados por um decote, não são um prêmio de livre acesso para ninguém. Você pode pensar o que quiser acerca de o quão linda eu sou, mas não tem o direito de me desrespeitar me transformando em objeto solto ao seu dispor.

O pensamento institucionalizado traduzido em fato cotidiano, de que a mulher que exibe seu corpo (ou por sentir-se mais bonita de saia, ou por sentir-se mais confortável sem sutiã, ou por estar com calor e decidir colocar uma blusa decotada) está sujeita às “doces palavras” masculinas, está – e muito – relacionada com a crítica que conecta o “topless” feito no dia vinte e sete de maio (n.e. em Porto Alegre, e outras cidades) como indecente, vulgar, agressivo ou violento: seios foram, por definição, esculpidos para o deleite e prazer dos olhos masculinos. São objetos sexuais, pura e simplesmente, chocando as criancinhas que passeavam pela redenção no domingo, e arrancando sua ingenuidade.

Eu cresci ouvindo É o Tchan. “Ralando na boquinha da garrafa”, de shorts colados e barriga de fora. Cresci acompanhando a Globeleza que prenunciava cada carnaval, novamente brindado por tantas outras belezas dançando por horas seus corpos pintados de tinta. Cresci, também, acompanhando a banheira do Gugu, vendo capas de Playboy em bancas de jornal, comerciais de Cerveja feitos com a gota da bebida que descia pelo corpo escultural – e, é claro, de fio dental – da moça que abria uma latinha. Tudo isso depois de mamar nos seios de minha mãe e de minhas tias, que se vestiam à minha frente, enquanto eu tomava banho junto com os meus primos, ou com minhas amigas. Ao longo dos anos tive muitos seios ao meu redor, e atingi a maturidade sexual de maneira tão natural quanto todas e todos que dividiram essas múltiplas etapas comigo.

Os peitos à mostra da Marcha das Vadias representaram, em primeiro lugar, a ideia de que indecência é aquilo que tratamos como tal. Expuseram a incoerência de um discurso que não permite a igualdade de reagir ao calor, mas aceita tantos diversos calores traduzidos com outros objetivos. A hipocrisia de uma cultura que comemora a beleza do biquini fio dental, estranhando a “fralda” européia, mas é incapaz de ampliar o discurso como conceito, limitando-se ao costume individualizado em si. Não se questiona a lógica da celebração do corpo, apenas aceita-se determinados aspectos, refutando-se outros, ainda que estes representem o mesmo tipo de “indecência” ou “vulgaridade”, em verdade, inexistentes. Mostraram a ignorância de abarcar as práticas de culto ao corpo mercadológicas, negando automaticamente aquelas que deles se afastam e podem representar um caminho para a liberdade. A putaria, no fim das contas, está cristalizada na mente limitada de cada um de nós, ao persistir com a estratégia que fragmenta aquilo que deve ser aceito ou não, pautando tal julgamento por práticas e pensamentos patriarcalistas que, em tal seleção, perspassa pelo gênero e pelo padrão estético: os dignos de publicidade podem – e devem – ser expostos ao máximo.

Ademais, e para além de tanto, as corajosas que tiraram suas roupas mandaram uma mensagem ainda mais importante: a partir de agora, o medo é sentimento banido. Não há temor em se ter seios caídos. Não há perigo de ser tachada de o que for, se isso for o preço da luta que grita que a questão não são eles, somos nós. Todo seio é lindo para aquelas que entenderam que a boneca Barbie, as modelos macérrimas que desfilam em passarelas, ou as ultra-saradas “pampacats” não são as únicas alternativas para a beleza. As mulheres que marcharam na Redenção foram lindas, trazendo de dentro uma estética da indignação para a dignidade, da exigência pelo respeito ao corpo e a mulher que não traduz-se em objeto: com ou sem blusa.

Assim como os movimentos pelo fim ao preconceito homossexual (que também foram muito citadas pelos críticos das vadias), pelo aparente choque que podem efetuar em suas manifestações, o cerne da questão, na ausência de sutiã, nunca foi o choque: assim como os “beijaços” em público, os seios das mulheres escracharam a pura soberania, autodeterminação que afasta o pensamento dos demais: meus peitos não dizem respeito a mais ninguém, e eu tenho coragem de mostrá-los, assim como vocês. Foi o símbolo puro e simples da quebra do tabu do corpo, o ápice da auto-confiança, a porta para a naturalidade. A forma de mostrar que, se vocês, ao passarmos, olham para os nossos seios, para nós, eles são tão irrelevantes no total que somos como mulheres, e mais, como seres humanos, que podemos exibi-los com a mesma tranquilidade que vocês. E, em resultado, é elementar que os próprios também não se sentem reduzidos aos limites de seus corpos sem camisa.

Mas a mulher, ao longo de muitos séculos, teve seus seios diretamente vinculados à sexualidade e ao prazer masculino. E o corpo masculino, livre de blusas, não será, em muitos casos, extremamente atraente para homens que gostam de homens? Não existirá diversos homossexuais intimamente e sexualmente tentados pelos peitorais exibidos? Se não nos damos o valor (como se valor e respeito fosse algo necessário de ser provado, para se exigir) ao livrarmos-nos do pudor sexista calcado na mente da maioria, pedindo para sermos desrespeitadas por mostrarmos nossos mamilos (porque o restante já é calmamente aceitado), estarão os machos que largam as blusas em um dia de calor fazendo uma solicitação para serem sodomizados?

A Marcha das Vadias teve início pela fala infeliz de um policial que aliou o índice de estupros à maneira como as mulheres se vestiam. Muitos, frente a tanto, argumentam que o movimento que ocorreu em Porto Alegre desvinculou-se do original, perdendo seu sentido e sua razão de ser. No entanto, mais do que uma grande falácia, a réplica é inacreditavelmente simplista: o que se critica, na manifestação global, não é a ignorância factual da fala do machista canadense, mas sim os motivos e linhas de pensamento que o originaram. A violência simbólica representada por uma dominação velada e institucionalizada, que se traduz de maneira verbal, física e psicológica. Sendo assim, todos os cartazes brindados foram coerentes, todos as falas revoltosas fizeram sentido, cada peito livre fez-se ouvir brilhantemente.

A crítica burra escondida por moralismos sem sentido, em um país ironicamente conhecido por sua falta de pudor, só expõe a necessidade urgente de mais marchas. De mais coragem. De mais seios. E, em adição, mostra que não cheguei tarde para falar sobre a Marcha: ela pulsa e vive a cada dia, nutrida pela persistência das simpatizantes, amargamente estimulada pelo discurso dos que a dão sentido para existir.

Transcrevendo as palavras da imortal Simone de Beauvoir: “I have met brave women who are exploring the outer edge of human possibility (…) with a courage to make themselves vulnerable that I find moving beyond words.” (em tradução livre: “Conheci bravas mulheres que estão explorando o lado de fora do limite da possibilidade humana (…) com uma coragem de tornarem-se vulneráveis que eu considero habitando além do explicável por palavras.”).

Meus sinceros parabéns às mulheres que, através de uma suposta vulnerabilidade, brindaram, em verdade, toda a sua força, mostrando que ela é nossa, livre de padrões, de formas e, mais importante: à partir de agora, também é livre de medo.

Texto de Marcelli Cipriani, estudante dos cursos de Ciências Sociais na UFRGS e Direito da PUCRS, atualmente na Cidade do Porto, em Portugal, fazendo mobilidade acadêmica.

Marcha das Vadias em João Pessoa, Paraíba, também será em 9 de Junho

No próximo sábado, dia 9 de Junho de 2012, será a vez da mulherada de João Pessoa, na Paraíba, de ir às ruas em protesto contra a violência sexual e agressões sofridas pelas mulheres!
“MARCHA DAS VADIAS – JOÃO PESSOA
“Sou minha, só minha e não de quem quiser”Quando teve início? Em 3 de abril de 2011 em Toronto.
Por quê? Em uma palestra sobre segurança no campus, um policial afirmou que as mulheres não deveriam se vestir como vadias, evitando assim que fossem estupradas.
Por que vadia? Porque toda vez que uma mulher não segue um modelo de concepção feminina imposto pela sociedade, ela é tachada de vadia e outros adjetivos desqualificando-a.
Por que marchamos? Para afirmar que a violência sexual é algo sério e recorrente, que apesar da mulher ser a única vítima ela ainda é tachada como culpada, por isso não nos calamos, por isso somos consideradas vadias, por seguirmos fortes e incansáveis nesta luta constante de ser mulher na sociedade e por uma vida com liberdade, felicidade, autonomia, com livre expressão e sem violência de gênero!
Quando vai ser? Dia 09 de junho às 09h. Ponto de encontro: Estátua de Ariano Suassuna/Lagoa.

Contamos com a sua presença!

Organização da Marcha das Vadias – João Pessoa.

— com Cybelle MontenegroGrupo Maria Quitéria GmmqTelma ZarehSandra MuñozLila Santos e Gabi Bruce.”Fonte: Grupo Marcha das Vadia POA no facebook.